quarta-feira, maio 10, 2006

(Maio/Junho de 1996) Jovem morto na esquadra de Sacavém.

Na noite de 7 de Maio de 1996, Carlos Rosa, cidadão português, de 25 anos de idade, foi morto numa esquadra da Guarda Nacional republicana de Sacavém, nos arredores de Lisboa, e o seu corpo foi encontrado num jardim público, decapitado e com sinais de sevícias.
Segundo uma cronologia dos acontecimentos relativos ao "crime de Sacavém" publicada pelo jornal Já, em 27 de Junho de 1996, no dia 16 de Maio do mesmo ano, o corpo decapitado de Carlos Rosa é encontrado num descampado e dois dias depois, a cabeça da vítima é encontrada em Chelas, numa busca feita pela GNR de Sacavém.


"GNR: REVIRAVOLTA NAS INVESTIGAÇÕES
CRIME COLECTIVO
TORTURA, ASFIXIA E DECAPITAÇÃO EM VIDA
A SEQUÊNCIA DO “CASO DE SACAVÉM


A Polícia Judiciária já admite a possibilidade de o sargento Santos não ter sido o único autor material do homicídio de Carlos Rosa - o jovem de 25 anos assassinado no posto da GNR de Sacavém -, uma vez que os indícios actualmente disponíveis apontam para a possibilidade de se tratar de crime colectivo.
O relatório da autópsia efectuada no Instituto de Medicina Legal ao cadáver de Carlos Rosa - o jovem de 25 anos decapitado no mês passado quando se encontrava detido para interrogatório no posto da Guarda nacional Republicana GNR) de Sacavém - vem deitar por água abaixo todo o cenário que até agora tem servido para explicar aquele macabro homicídio. Com efeito, os resultados da referida autópsia não indiciam qualquer vestígio de bala tanto no corpo como no crânio de Carlos Rosa. Isto significa que a versão do “disparo acidental” não faz sentido e que a verdadeira causa da morte não foi uma qualquer bala perdida mas sim a decapitação."